terça-feira, 9 de agosto de 2011

INSUBSTITUÍVEL


Insubstituível

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido.Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..". É bom para refletir e se valorizar!

Professora - Marli Reis. 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A professora e a Maleta

Técnica: JÚRI SIMULADO
A professora e a Maleta
(Lygia Bojunga)
A Professora era gorducha; a maleta também. A Professora era jovem; a maleta era velha, meio estragada e de um lado tinha um desenho de um garoto e uma garota de mãos dadas. Vestido igual, cabelo igual, sorriso igual!
A Professora gostava de ver a classe contente. Mal entrava na classe e já ia contando uma coisa engraçada. Depois abria a maleta e escolhia o pacote do dia. Tinha pacotes pequenininhos, médios, grandes tinha pacote embrulhado em papel de seda, metido em saquinho de plástico, tinha pacote de tudo quanto é cor. Não era à toa que a maleta ficava gorda daquele jeito!
Só pela cor do pacote as crianças já sabiam o que ia acontecer: pacote azul era dia de inventar brincadeiras de juntar menina e menino; não ficava mais valendo aquela história mofada de menino só brincar disso, menina só brinca daquilo, meninos do lado de cá, meninas do lado lá. Pacote cor-de-rosa era dia de aprender a cozinhar. A Professora remexia no pacote, entrava e saia da classe e,de repente pronto! Mostrava um fogão com botijãozinho de gás e tudo. Era um tal de experimentar receita que só vendo. Um dia a diretora da escola entrou na sala, justo na hora que o Alexandre estava ensinando outro garoto a fazer bolinhos de trigo. Uma fumaceira medonha na sala de aula! Todas as crianças em volta do fogão palpitando: falta sal, bota pimenta, bota um pouquinho de salsa. A diretora sabia que estava na hora da aula de matemática. Que matemática era aquela que a Professora estava inventando? Não gostou da invenção, mas saiu sem dizer nada.
Pacote vermelho era de viajar: saia retrato do mundo inteiro lá de dentro do pacote. Espalhavam aquilo tudo pela classe; enfileiravam as carteiras para fingir de avião e de trem. Quando chegavam aos retratos, um ia contando para o outro tudo o que sabia sobre aquele lugar.
Tinha um pacote cor de burro quando foge que a Professora nunca chegou a abrir! Todo dia ela botava o pacote em cima da mesa. Mas na hora de abrir, ficava pensando se abria ou não e acabava guardando o pacote de novo.
Pacote verde era dia de aprender a pregar botão, botar fecho, fazer bainha na calça e na saia. Se o verde era bem forte, era dia de aprender a cortar a unha e cabelo. Verde bem clarinho era dia de consertar e limpar os sapatos. E tinha ainda um verde, que não era forte nem claro: era um amarelo que as crianças adoravam. Era dia da Professora abrir o pacote de história. Cada história ótima!
Tinha um pacote branco, que só servia para a professora esconder e para a turma brincar de achar. Quem achava ia para o quadro negro dar aula. No princípio ninguém procurava direito. Coisa mais chata dar aula! E aula de quê?
_ Conta a tua vida. Mostra o que você sabe fazer.
Com o tempo, a turma deu para procurar direito o pacote. Era muito engraçada a tal aula!
No dia em que o Alexandre achou o pacote, resolveu contar para a turma como é que ele vendia amendoim na praia. No melhor da aula, um grupo de pais de alunos que visitando a escola entrou na sala. Quando a aula acabou um deles perguntou a Professora: − A senhora está querendo ensinar meu filho a ganhar a vida vendendo amendoim? A Professora explicou que Alexandre só estava contando para os colegas como era o trabalho dele, para todos ficarem sabendo como é que ele vivia.
No outro dia saiu fofoca: contaram para o Alexandre que tinha um pessoal que não estava gostando da maleta da Professora.
_ Que pessoal?
Um disse que era a diretora, outro disse que era uma outra professora, outro disse que outro falou, mas ninguém ficou sabendo direito!
Uns dias depois choveu muito! Chuva grossa. Encheu a rua, o tráfego da cidade parou, casa desmoronou. Coisa a beça aconteceu. E quase ninguém foi à Escola. Mas Alexandre foi.
Entrou na classe e viu tudo vazio. Chovia demais para voltar para casa. Resolveu sentar e esperar. Lá pelas tantas a Professora chegou. Mas chegou sem a maleta. E com jeito diferente, uma cara meio inchada, não contou coisa engraçada, não riu nem nada. Sentou e ficou olhando para o chão. Alexandre achou que ela nem tinha visto ele.
_ Oi!
Ela também disse oi! Mas continuou quieta. Depois de algum tempo, Alexandre cansou de tanto ninguém dizer nada e falou:
_ A chuva molhou sua cara?
A professora nem se mexeu. Ele perguntou:
_ Foi a chuva?
Ela fez que sim com a cabeça. Alexandre resolveu esperar mais um pouco. Mas pelo jeito a Professora tinha esquecido de dar aula. Será que era porque ela não tinha trazido a maleta? Arriscou:
_ Cadê a maleta?
A Professora olhou para ele sem saber muito bem o que dizer. Ele insistiu:
_ Heim? Cadê?
_ Perdi
Ele se apavorou:
_ Com tudo que tinha dentro?
_ É
_ Os pacotes todos?
_ É
_ O azul, o verde, o...
_ É... É... É!
Puxa que susto! Ela nunca tinha falado alto assim. Não perguntou mais nada. O coração ficou batendo, batendo, mas ela continuava sempre quieta até que ele não se aguentou e perguntou de novo:
_ E agora? Como é que vai dar aula sem maleta?
_ Não sei.
_ Dá jeito de você comprar os pacotes de novo?
_ Não.
_ Por quê?
Ela não disse nada.
_ Responde... Por quê?
_ Eles vêm junto com a maleta? Não vendem separados?
_ Mas então compra outra maleta. Pronto.
Ela ficou quieta de novo. E o tempo ia passando e ela continuava sempre quieta! A cara dela não secava nunca e não chovia lá dentro. Cada vez molhava mais! Então ele acabou pedindo:
_ Compra, sim?
_ Não dá Alexandre, eles não estão mais fabricando essas maletas hoje em dia.
E aí... ele não perguntou mais nada. Ela também não falou mais. Até que a campainha tocou e a aula acabou.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um conto e uma Crush

Um conto e uma Crush
Quando eu estava no Ensino Fundamental, minha professora de Português desafiou-nos a escrever um conto. Tinha que ser algo especial, só nosso. Não poderíamos copiar, tínhamos que inventar.

Fiquei tão feliz com a possibilidade que no caminho de casa fui imaginando toda a história e, ao chegar, fui logo escrevê-la.

“Era uma vez um menino que queria muito ir até uma ilha que podia ser avistada do litoral, onde morava. Todas as vezes que ele tentou ir, não conseguiu. A ilha simplesmente diminuía de tamanho e desaparecia com a aproximação. Era impossível chegar até ela. No entanto, a vontade de conhecê-la nunca desapareceu.
Certo dia, o menino estava na beira da praia, olhando para a ilha, quando deu um passo para trás. Imediatamente a ilha aumentou de tamanho! Deu mais alguns passos para trás quando encostou numa árvore estranha, diferente, que ele jamais tinha visto. PLIM! Desapareceu da praia e apareceu lá na ilha. A árvore era um portal dimensional! ...”
A história continuava. Havia seres fantásticos, lugares maravilhosos, poderes mágicos e toda sorte de elementos que fazem uma história ser inesquecível.



Apostei uma Crush, antigo refrigerante de laranja, que a professora iria ler minha história para toda a turma, pois estava muito bem escrita, era uma história digna de prêmio. Meu amigo apostou que a professora não leria meu conto.


Duas semanas depois, a professora entrou na sala com um pacote de folhas de papel. Eram os contos. De imediato, meus amigos me provocaram: “vai pagar a Crush hoje!” diziam debochadamente.
A professora entregava os contos falando a cada um: “muito bom”, “parabéns”, e outros pequenos comentários elogiosos. Ao chegar a minha vez, aproximou-se e me entregou o conto. Ainda lembro da cena, da voz, do cheiro da sala, do riso dos colegas e da expressão de superioridade da minha professora. Ela simplesmente disse: “Podia ter errado menos, né Marcos?”

Apressado, fui olhar a nota recebida: 7,5 e mais nada. Nenhuma observação quanto à criatividade, imaginação, coesão textual, ou qualquer outro incentivo à escrita. Apenas palavras riscadas com caneta vermelha, ortograficamente erradas. Havia trocado x por ch, z por s e outros erros que hoje o “Word” corrige automaticamente, visto que ainda os cometo. Mas meu computador não me dá ideias, nem o contexto, nem a história. A escola conseguiu fazer com que toda minha motivação para a escrita fosse enterrada no lamaçal da gramática e da ortografia. Passei a escrever textos ortograficamente corretos e extremamente pobres de conteúdo. “O menino gosta da bola. A bola é verde...” Sequer tentava a cor azul, pois poderia errar, trocando z por s. De 7,5 logo passei para 9,5 ou 10.

Apesar de ter sido um “caso isolado”, representa o que acontece na escola: a supervalorização da forma em detrimento do conteúdo. Isso simplesmente acaba com a motivação dos alunos, com o prazer de estudar, de criar, de investir por conta própria nos estudos. É a celebração da mediocridade. Alunos apáticos, produzindo “o necessário para passar”, nada mais do que isso e professores contentes com produções paupérrimas. O aluno que tentar sair do marasmo da média seus colegas já o chamam de “nerd” como se o empenho e a inteligência fossem algo negativo. E a mediocridade continua sendo o clima, aceito por alunos e professores.

Há, no entanto, uma saída: aulas diferentes, centradas na troca, no diálogo, na produção, no empenho, na realização e na construção de conteúdos relevantes. Aulas criativas que trazem aos alunos um forte sentimento de realização pessoal por estar aprendendo e se desenvolvendo. Muitos professores já agem assim, mas uma grande parte ainda não. Não aprenderam na faculdade e acabam reproduzindo o mesmo modelo de sempre.
Tais professores precisam de formação continuada para aprender o prazer de ensinar e ensinar o prazer de aprender. As aulas começarão a despertar escritores, cientistas, filósofos, artistas, atletas e tantos outros caminhos para a realização pessoal.
Apesar da escola, tornei-me escritor. Tive outros professores, apaixonados pela vida e pelo ser humano.

Ah, paguei a Crush.


MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

*Os Paradigmas da Educação
Como toda ação humana, a ação educativa necessita, dessa
forma, tematizar, isto é, erigir em explícita questão de reflexão e
discussão, os paradigmas recônditos e, por isso, necessitados de
reexame, como base do esclarecimento e da praxis política, vale
dizer, gerada e articulada em ampla publicidade crítica.
Reconstruir a educação que responda às exigências dos tempos
atuais não significa o abandono do passado, o esquecimento da
tradição, mas uma releitura dela à luz do presente que temos e do
futuro que queremos, uma hermenêutica que parta do pressuposto
de que nenhuma tradição se esgota em si mesma, bem como
nenhuma é dona original de seu próprio sentido. Requer a dialética
da história que se superem os caminhos andados, mas refazendoos.
Reconstruir não significa ignorar o passado que, na cultura e
em cada homem, continua presente e ativo, vivo e operante, mas
impõe que nele penetrem e atuem novas formas que o transformem
e o introduzam na novidade de outro momento histórico e outros
lugares sociais.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A violência na escola

Os meios de comunicação audiovisual, não raras vezes retratam acontecimentos violentos protagonizados pelos alunos nas escolas. De fato, "inverteram-se os papéis; os métodos violentos de alguns professores eram tradicionalmente mais frequentes no mundo escolar: castigo físico, humilhações verbais…" . Atualmente, os professores não podem exercer qualquer tipo de castigo aos alunos sob pena de sofrerem sanções disciplinares, mas e os alunos? Que perfil apresentam os adolescentes que se envolvem em atos de violência nas escolas .
Os comportamentos violentos na escola têm uma intencionalidade lesiva. Podem ser exógenos, ou seja, determinados de fora para dentro, como acontece nos bairros degradados invadidos pela miséria e pela toxicodependência, onde agentes estranhos ao meio o invadem e destroem; pode tratar-se de violência contra a escola, em que alunos problema assumem um verdadeiro desafio à ordem e à hierarquia escolares, destruindo material e impondo um clima de desrespeito permanente; ou são simplesmente comportamentos violentos na escola, que ocorrem sobretudo quando esta não organiza ambientes suficientemente tranquilos para a construção de valores característicos a este local. A violência pode ser desencadeada fruto de muitas situações de indisciplina que não foram resolvidas e que constituem a origem de um comportamento mais agressivo.

Para combater a violência, a escola tem de analisar a forma como é exercido o seu controle, tem que se organizar pedagogicamente, para conseguir deter a violência não só interior mas também exterior. Mas eu pergunto:
__________Quem pode ajudar o professor nessa árdua tarefa? Todos jogam para nós essa incubencia. E a família? A PM só se envolve quando morre alguém, já que a vara da infancia e juventude insiste que apenas a escola deve cumprir seu papel sócio educativo e acabar com a violencia..... muito bonito na teoria!

roubo na escola

Quem nunca ouviu falar, dentro de uma sala de aula, que algum objeto sumiu? Este é um problema comum entre jovens e crianças, dentro das escolas.

Lidar com esse tipo de situação não é nada fácil, pois pode comprometer os professores e os próprios colegas de sala, afinal, as pessoas presentes precisam provar que são inocentes.

Alguns professores exigem que os alunos abram suas mochilas, fiscalizando todos os materiais, ou então questionam se alguém sabe quem foi. Essas práticas podem comprometê-lo, pois algumas pessoas podem se sentir extremamente ofendidas por não terem pego o objeto ou por se sentirem pressionadas a ter que entregar um amigo. Além disso, poderá criar conflitos mais sérios entre os alunos no cotidiano escolar.

Os pais devem estar atentos aos pertences do filho e observar se este não leva para casa coisas diferentes das suas. Caso isso ocorra, é importante mostrar ao filho que devolva o objeto, mesmo que tenha achado e não saiba a quem pertence.

Por isso é essencial que os pais comprem os materiais juntamente com os filhos, pois assim terão condições de lembrar se aquele determinado objeto pertence ou não aos mesmos, se adquiram ou não aquele produto.

Fazer vista grossa, simplesmente aceitando que a criança ou o jovem apareça com coisas estranhas em casa pode fazer com que estes sintam-se encorajados a repetir o ato, uma vez que ninguém percebeu.

O diálogo, tanto em casa como na escola, é uma forma de solucionar o problema, pois através dele consegue-se mostrar valores importantes para a formação dos jovens aprendizes.


Trabalho em grupo – a árvore das boas atitudes

Na escola, os professores devem trabalhar no sentido de ajudar na formação ética, da moral, promovendo discussões acerca do problema, levando os alunos a refletirem sobre suas atitudes e quais as conseqüências e sanções que podem sofrer diante das imposições sociais.

Além disso, poderá ajudar com que o grupo não acuse os colegas, mas que aprendam a lidar com problemas sérios, buscando uma reflexão do porquê isso acontece, e ainda que se coloquem no lugar de quem pegou o objeto, o qual deverá estar intimidado com a situação, além da pessoa que foi furtada, que perdeu não somente um objeto, mas que sente-se como tola, invadida na sua moral.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

páscoa

Celebração da vida

Diretor: Nós da Escola Municipal Lourdes Ferreira de Campos e Márcio
Caulino Soares, acreditamos que: Celebrar a Páscoa é celebrar a vida!
A vida dos alunos, responsáveis, professores, funcionários e
diretores.
Este é o motivo de nossa celebração, afinal, Cristo venceu a morte!

Todos: A vida é o motivo de nossa celebração!

Aluno: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só;
mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24)

Funcionários: Estamos reunidos para celebramos em nome de Deus, que é
o Deus da vida, de Jesus Cristo, que lutou pela vida, em abundância e
que ressuscitou para a vida.

Professor: A morte é um realidade cruel hoje em dia. Se abrirmos o
jornal, se ligarmos a TV, se sairmos na rua, lemos violência e morte,
vemos violência e morte, sofremos violência e morte. Sem terra, sem
teto, sem emprego, sem roupa, sem dignidade, sem comida... A vida foi
roubada e a morte parece que impera. Nós, muitas vezes, nos escondemos
no conforto do nosso lar, no aconchego de nossa comunidade e na
segurança do nosso emprego, e esquecemos da realidade de morte que nos
cerca. Lemos a morte, vemos a morte, sofremos com a morte, e nos
conformamos. É assim mesmo, o que vamos fazer? Como os discípulos, que
caminhavam para Emaús, nós apenas conseguimos ler os sinais de morte,
apenas conseguimos ver que a morte é que impera, e apenas conseguimos
sofrer com ela. Estamos frustrados porque, afinal, nós esperávamos
VIDA, nós queríamos VIDA, e parece que a cada dia, a morte só aumenta,
a violência e o perigo, o desrespeito e discriminação, a pobreza e a
fome, as guerras, só aumentam. Como os discípulos, nós caminhamos de
cabeça baixa, chorando a morte, lamentando a perda.

Todos: Dizemos Não a morte e sim a vida

Equipe técnica: Diante da situação de morte, Jesus vem até nós e nos
diz que a morte não é a última palavra, mas que é pela Vida que
devemos lutar. Como o trigo, que estava morto e enterrado, a Vida pode
nascer se nós tivermos a coragem de semear. A nossa luta é a semente
que faz brotar a vida mesmo quando tudo parece lembrar a morte. Se
hoje nós celebramos o fato de que Jesus venceu a morte, nós celebramos
principalmente a sua luta em favor da vida, uma luta que deve ser a
nossa luta. Não podemos ficar de cabeça baixa o tempo todo, apenas
chorando diante da desgraça. Precisamos seguir o exemplo daquele que
venceu a morte com a vida, e andar pelas vilas e povoados, libertar as
pessoas oprimidas, aceitar as excluídas, proclamar um novo tempo. Por
isso, nos reunimos para celebrar a vida e a luta pela vida, que
continua a cada dia, até que ninguém mais seja crucificado.

Todos: Que haja vida nas Escolas Lourdes Campos e Márcio Caulino

Diretor: Da mesma forma que há dois mil anos o Cristo foi traído,
criticado, hostilizado, julgado e condenado, continuamos a cometer
atrocidades semelhantes contra o nosso Cristo Interior e contra o
Cristo em nossos semelhantes
A crucificação do Cristo Interior acontece sempre que confiamos no
mundo exterior, ou seja, no dinheiro, remédios, oráculos e toda sorte
de absurdos. Acontece quando nos esquecemos do poder total e único do
nosso Cristo Interior
Ao deixarmos de confiar na vida, acreditamos que: “eu não sou, eu não
tenho, eu não posso, eu estou doente etc”, assim retirando o poder da
Divindade que somos, que é saúde plena e a fonte de toda sabedoria,
riqueza e abundância, que é Senhor do nosso mundo, nosso mestre
interior, o nosso guia.
Cada pensamento de separatividade, de desamor, cada palavra de crítica
ou julgamento é um espinho que fincamos na cabeça do Cristo em nossos
semelhantes. Cada pensamento ou palavra de desconfiança ou condenação
que emitimos contra alguém é mais um prego crucificando o Cristo
naquela pessoa.
E nosso desejo que neste Domingo de Páscoa, todos podemos desfrutar
da VIDA e o bem que ela nos traz e na plena consciência de “Eu Sou a
Ressurreição e a Vida”.
Fé liz páscoa!!! Feliz VIDA!